Vale a pena consertar o celular ou comprar outro?
Uma regra simples para decidir, e os casos em que a resposta honesta é não consertar.
A conta é mais simples do que parece: compare o custo do reparo com o valor de mercado do seu aparelho usado, em bom estado, hoje. Se o conserto passa da metade desse valor, começa a fazer sentido pensar em troca. Se fica bem abaixo, consertar é quase sempre a melhor decisão.
O detalhe que muita gente esquece é que o aparelho consertado continua sendo seu, com seus dados, seus aplicativos e sem a despesa de recomeçar. Trocar de celular raramente custa só o preço do celular.
Existem casos em que a resposta é claramente consertar. Aparelho com menos de quatro anos, que funciona bem em tudo o mais e quebrou a tela numa queda: conserta. Bateria viciada em aparelho que ainda roda tudo que você precisa: conserta, porque bateria é dos reparos mais baratos e devolve a sensação de aparelho novo.
E existem casos em que a resposta honesta é não consertar. Aparelho muito antigo com problema de placa, onde o reparo se aproxima do valor de um usado em bom estado. Aparelho que já acumula vários defeitos ao mesmo tempo. Aparelho que ficou dias molhado e chega com oxidação avançada.
Nesses casos a gente fala claramente, e não cobra pelo diagnóstico. Preferimos perder o serviço a empurrar um reparo que não se sustenta.
Uma última consideração: o aparelho ainda atende o que você precisa? Se ele já estava travando, sem espaço e sem receber atualização antes de quebrar, o conserto resolve o sintoma mas não o incômodo.
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